sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Lilian, a Bruxa (Parte 2)

[...] assim, no nosso grupo, ela ganhou o apelido de “Lilian, a Bruxa”[...]

Dave tinha a mania de aprontar com ela, ele ficava jogando pedra no telhado de sua casa e se escondia, não demorava muito e Dona Lilian saia de dentro de sua casa reclamando e xingando em voz alta. Dave se divertia muito com isso. Eu particularmente achava isso um ato muito ridículo para um garoto de dezessete anos, tanto é porque a coitada da Dona Lilian não fazia mal a ninguém, era ela em seu canto e que se dane o resto (não necessariamente nesse ponto de vista, quero dizer, ela não incomodava ninguém e também gostaria que ninguém a incomodasse), mas Dave se divertia em irritar a pobre Lilian.
     Lilian morava lá há uns quarenta anos, uma vez minha mãe me contou que ela era uma mulher muito feliz, casada, não tinha filhos, era apenas Lilian e Wilson, o marido dela. Dona Lilian sempre cumprimentava os vizinhos, ela adorava as crianças do bairro, sempre que fazia compras lhes davam um pouco de balas e doces. Já que não podia ter filhos, Lilian se contentava com a alegria das outras crianças, até que um dia uma coisa terrível aconteceu: Wilson voltava do serviço dirigindo em alta velocidade, provavelmente embriagado, uma das crianças do bairro estava brincando na rua, isso fez com que Wilson perdesse o controle do carro e batesse em cheio em um poste, mas o pior de tudo é que ele não conseguiu se desviar da criança, que com o impacto, morreu na hora. Wilson estava sem o cinto de segurança, foi direto com a cabeça no volante, e como já era um senhor de idade, não suportou e morreu logo em seguida no hospital. Isso fez Lilian delirar, ela ficou trancada em casa por alguns dias, os vizinhos tentavam entrar em sua casa para consolá-la, mas tudo o que ouviam era “sumam daqui, não preciso de vocês, me deixem em paz”. Os vizinhos sem saber como consolar Lilian, decidiram deixá-la em paz. Lilian ficou muitos anos sem sair direito de casa, saia apenas para pagar as contas e as compras fazia por telefone.
     Dave colocou o primeiro pé no portão:
- Quem vai comigo? – perguntou olhando pra galera
     Ninguém respondeu.
- Qual é pessoal, não me digam que vocês vão ser igual ao Jhon, hein?
- Por que não entra sozinho, Dave? – Perguntei num tom de desafio – Não é você o machão da turma? Ta com medinho de entrar sozinho, é?
     Nessa hora ele pulou do portão e foi para cima de mim, achei que fosse me bater, agarrou o colarinho da minha camiseta e disse:
- Acha mesmo que eu sou um medroso igual a você? Posso entrar nessa casa sozinho, sem a ajuda de vocês, bando de medrosos. Vocês são todos uns mulherzinhas.
     Depois de ter dito isso, novamente colocou os pés no portão e foi subindo. Amanda e Paul decidiram ir também e junto com Dave pularam o portão. Cada um tinha uma lanterna e começaram a caminhar pelo quintal de Lilian. Finalmente chegaram até a porta, de onde Mary e eu estávamos, deu para perceber que ela estava aberta e então o trio entrou. Desde o começo eu estava com uma péssima sensação sobre isso, mas queria dar uma lição no Dave pra ele parar de se achar o machão.
     Passaram-se alguns minutos e nada daqueles três, comecei a achar que eles estavam planejando demorar só pra gente ficar preocupados, mas ao mesmo tempo comecei a achar que alguma coisa ruim estava acontecendo.




Postado por: DevZ

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

list of movies: os 15 melhores filmes de terror!

 Olá, encontrei esse vídeo no youtube, o achei muito interessante e resolvi passa-lo para vocês, nele aparecem os 15 melhores filmes de terror dos tempos na opinião do rapaz que o fez.

 Por mim teria mais filmes nessa lista, tenho que confessar que só assistir alguns desse vídeo mais pelos trechos dos outros gostei muito.

 Abaixo do vídeo você encontrara as sinopses de cada filme comentado!



todas as sinopses foram retiradas do site adoro cinema

http://www.adorocinema.com/filmes/exorcista/

                                                                                                          Anita Calabar 

Relato: jogo do compaço.

 A pessoas que acreditam  que o numero 11 tem uma historia obscura por traz dele. Essa e uma historia verídica que aconteceu em uma escola em recife PE. Posso lhes afirmar, pois a pessoa por traz do nome Anita Calabar (eu) estava presente e participou. Essa escola antes foi uma senzala e após um cemitério q depois foi comprado para virar uma escola.

  Teve-se inicio as 10h40minhs. Os nomes não serão citados para não haver nenhum comprometimento. Aconteceu no dia 11, do mês 11, de 2011.

  Uns grupos de oito estudantes estavam reunidos no laboratório de matemática da escola quando uma garota sugeriu  o jogo do compaço, seis deles aceitaram e dois resolveram ficar apenas observando.





 Foi rezado o pai-nosso três vezes em latim sem o amem. A garota que sugeriu a brincadeira ficou encarregada de segurar o compaço, após a reza nada aconteceu, foi então que se movimentou, a garota que segurava olhou para a amiga com os olhos cheios de lagrimas e todos perceberam que não era brincadeira.



 O menino que observava resolveu fazer uma pergunta:
- qual a primeira letra do nome do meu irmão falecido?



 O compaço se moveu ate a letra g onde permaneceu, quando o garoto ouviu a resposta começou a correr com o outro q observava, foi quando todos entraram em pânico e sairão correndo, quando perceberam oque haviam feito voltaram. Um menino por brincadeira apagou a luz e quando acendeu o ventilador não queria mais pegar, a garota que segurava começou a gritar que estava a ver vultos nos monitores quebrados, seus amigos na tentava de ajudar cobriram os monitores.



 Todos já estavam com medo, quando exatamente às 11h, 11min, 11s, receberam o direito de sair. Resolveram fazer o pai-nosso completo e à medida que falavam o ventilador ia voltando a pegar.



 A partir desse dia algumas das pessoas começaram a ver coisas a noite e outras começaram a andar com terços e cruzes.



 Não joguem achando que apenas uma brincadeira, pois nem tudo e o que parece.

                                                                                                            Anita Calabar 
 ''especialistas afirma que o mundo acabara no ia ‎21/12/2012 a soma eh igual a 11.... tirem suas próprias conclusões !! ^^''


Lendas urbanas: Possession?

           
                                                     
  ''penso logo existo’’ (descartes)

 Por volta do séc. 19 uma família preferia se isolar dos problemas do mundo.  Em uma noite como todas as outras eles sentaram a mesa para seu momento de oração. Após o pai-nosso a filha do meio que era conhecida na região por uso de magia negra, começou a ter falta de ar que se manifestava a cada 15min.
 O pai que era muito religioso acreditava que ao final estaria tudo bem. Finalmente, quando estava no meio do pai-nosso final, kyra, que era o nome da garota olhou para sua família e desmaio.
 Uma vizinha que os observava da janela chegou a ver a garota desmaiar e logo em seguida a família fechar as cortinas.
 Após três dias os vizinhos começaram a desconfiar que algo poderia ter acontecido. Quando adentraram ao local tudo que restava era resto de pessoas e um corpo inteiro, porem  estava em alto estado de decomposição, seus olhos aviam sido tomados pela cor negra, os ossos de seus membros estavam a mostra como se alguém tivesse arrancado a pele com a unha, a sua face estava intacta, era o corpo de kyra.
 Os religiosos dizem que o demônio tomou conta da menina, outros  apenas dizem que foi um sádico psicopata que invadi-o a casa e os matou, e a quem diga que foi apenas um ataque de loucura.
 A quem acredite e a quem diga que e apenas uma lenda, mas todos nos sabemos que o obscuro existe e que estar a nossa espreita esperando para despertar.
                                  Anita Calabar 

Queridos leitores...

Meu nome é Anita Calabar e sou uma das donas deste blog. Estive fora por problemas pessoais e estou escrevendo para informar que estou de volta e  pretendo nunca mais ficar em falta com vocês!
Como pedido de desculpas postarei duas novas historias e uma lista de filmes!
Obrigada pela atenção e espero que  gostem!!!
                       Atenciosamente: Anita Calabar

sábado, 17 de dezembro de 2011

Queridos leitores...

Meus caros amigos, nos desculpem pela eternidade sem postar, como eu havia dito antes a responsabilidade ta toda voltada pra mim agora, e fica foda eu ter que ficar pensando em um monte de contos pra escrever aqui. Anita está ausente ultimamente daí é embaçado. Mas estou trabalhando num projeto bom ai e espero que gostem. Novamente peço desculpas, mas as postagens irão demorar mais, ja que todos os contos que posto aqui sou eu mesmo que escrevo, alem do mais eu tambem tenho vida social....
Obrigado pela compreensão
Atensiosamente, DevZ

Melany, cadê você? (Parte 2)

[...]meu coração quase pulou pela boca quando consegui identificar a luz. Foi o momento mais assustador da minha vida[...]

Sim, eu levei um enorme de um susto. Quando me lembro dessa parte não sei se dou risada ou se morro de vergonha de mim mesmo. Até hoje não consigo acreditar como eu pude me assustar com a televisão ligada, foi o momento mais constrangedor da minha vida. “ET’s? Ah, faça-me o favor, como poderia pensar numa coisa sem sentido como essa?” Provavelmente é o que vocês devem estar pensando agora, acertei? Pois é, se vocês estivessem na minha pele naquele momento, iriam sentir a mesma coisa que eu ou de fato  pior. Mas o mais estranho, é que a TV estava no mudo e eu não ouvia a voz de Melany em canto algum. Novamente sussurrei:
- Mel... – Era assim que eu a chamava quando estava com medo– Mel... Onde você está?  Mel?
     Não sei o porquê, mas eu não conseguia falar mais alto que isso, por mais que tentasse minha voz não passaria de um simples sussurro. Continuei andando bem de vagar, olhava para os lados, para trás, sempre cauteloso. Aquele chão frio estava congelando meus pezinhos, eu deveria pelo menos ter pegado a minha pantufa verde que a Mel havia me dado no meu aniversário de sete anos. Lembro-me de ter ficado tão feliz que saí correndo pela casa igual a um doido, gritando e pulando de alegria. Meus pais e Mel riam de mim, ela até se deitou no sofá e começou a reclamar que sua barriga estava doendo, mas não parava de rir. Quando ela se levantou e conseguiu com acalmar o ataque de risos, ela estava toda vermelha. Logo após ela ter se levantado eu fui correndo em sua direção e dei um abraço bem apertado, agradecendo-a pelo presente Ela me pegou no colo, e me ergueu La em cima e depois me deu um beijinho no nariz e depois um abraço. Pouco depois veio a festa que eu tanto esperava. Meus parentes e amiguinhos do colégio estavam todos presentes e eu sempre ficava me gabando que tinha a melhor babá do mundo, elogiava-a para meus amigos, me sentia o garoto mais feliz do mundo. Mel sempre ficava envergonhada e dizia que não era pra tanto.
     Eu dava uns oito passos e depois parava para esfregar meus pés um no outro para esquentá-los. Entrei na cozinha e olhei de um lado para o outro, aproveitei para beber água, peguei minha caneca do Pernalonga, enchi de água e comecei a beber aos poucos, sem fazer nenhum ruído se quer. Deixei a caneca sob a pia e continuei a busca pela babá, dessa vez sem pronunciar seu nome. Resolvi ficar em silencio para tentar captar alguma onda sonora, mas a única coisa que eu conseguia ouvir era o som dos grilos lá fora, dentro de casa mesmo não se escutava nada. Cansado de procurar, resolvi voltar para a sala, quando sentei no sofá vi sob ele o celular de Mel, pelo que me lembre tinha duas ligações perdidas de uma tal de... Como era mesmo o nome dela? Ah, esqueci agora, mas era uma das amigas dela, suponho. Eu gostava daquele celular, ela sempre me deixava jogar nele enquanto eu deitava sob seu colo e ela me fazia um cafuné bem gostoso até eu dormir. Enquanto eu mexia no celular dela, ouvi um estranho barulho lá fora, na mesma hora comecei a olhar para todos os lados para ver o que era. Logo em seguida ouvi algo batendo no vidro da janela da sala, quando olhei levei o maior susto da minha vida, pior que o da televisão. Desta vez, o que eu vi era realmente real...

                   
                                                                                                     Continua...

Postado por: DevZ

domingo, 11 de dezembro de 2011

Galera, desculpem-nos

Olá caros leitores, pedimos desculpas pela falta de postagens, é que no momento a Sta Anita Calabar não está podendo fazer suas postagens, então fica meio ruim eu cuidar de tudo sózinho por aqui. Tentarei em breve postar alguma coisa aqui só pra não deixar o Blog atualizado. Ah, já ia me esquecendo, em breve teremos uma novidade por aqui, então fiquem ligados.


      Atenciosamente, DevZ

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lilian, a Bruxa (Parte 1)

Estava voltando da casa de meu amigo Paul, era por volta das 7 horas da noite, quando de repente vi pessoas correndo em direção à esquina, pouco antes de minha casa. “Alguma coisa deve ter acontecido”, pensei. Eu não estava errado. De fato alguma coisa muito ruim havia acontecido naquela rua. Cheguei mais perto e dava para ver umas luzes piscando e quando finalmente virei á esquina, eu vi dois carros de policia e um da ambulância. Mas não foi isso que mais me assustou, pra ser sincero, mas sim a casa em que eles estavam. Era a casa de Dona Lilian. Achei estranho o fato da policia e a ambulância estarem lá, cheguei até a pensar que era apenas coincidência, que o ocorrido era na casa da frente. Decidi então me aproximar mais para ver o que estava acontecendo e quando cheguei perto eles já estavam tirando o corpo. Estava todo coberto, apenas o braço para fora, aquele bracinho magrelo, parecia que tinha apenas pele e osso. Dona Lilian era realmente uma velha raquítica.
     Fiquei muito espantado ao ver que Dona Lilian havia morrido, isto é, aquela mulher parecia ser uma velha forte, apesar de ser bem raquítica. Logo mais chega Dave, um velho colega meu, com seu jeito sarcástico de levar as coisas:
- É, finalmente essa bruxa morreu. Sabia que mais cedo ou mais tarde ela iria “bater as botas”. Há,há,há!
- Não brinca, Dave – interrompi – Você sabe muito bem que...
- Bem – Me cortou – Preciso ir, fiquei de levar algumas coisas para meu pai na oficina dele. Até mais, Jhon. A gente se vê...
     Dave era um garoto que, na minha opinião, era infantil demais, sempre zoando as pessoas e quando alguém fazia o mesmo, ele não gostava nem um pouco. Definitivamente um babaca. Naquela mesma noite eu fiquei muito pensativo sobre a morte de Dona Lilian, estava deitado em minha cama e olhando para o teto. Logo em seguida escuto a voz de Dave me chamando, levantei da cama e desci as escadas para ir atendê-lo:
- Ei, cara – disse – Eu e os garotos estávamos pensando em entrar na casa da velha Lilian para ver o que tem lá dentro, você ta afim?
- Sem chance, pra que vocês querem fazer tamanha babaquice?
- Ah, fala sério, você não é homem por acaso? Qual é cara, vamos nessa. Nem que você fique apenas do lado de fora vigiando e qualquer coisa você manda mensagem no meu celular se aparecer alguém.
- Já disse, eu to fora...
     Quando ia entrar para casa, novamente Dave usa uma tentativa de provocação contra mim:
- Acho que o Jhon virou mulherzinha. Bem galera, vamos nessa, esse viadinho de merda...
- Já chega, Dave! Você vive se fazendo de machão, mas aposto que se tiver alguma coisa lá dentro você será o primeiro a se borrar nas calças e sairá correndo de lá igual uma gazela medrosa.
     Quando eu disse isso, a galera inteira começou a rir de Dave, isso o deixou muito bravo:
- Ah é? Então por que você não vem com a gente hein, espertão?
- Pois é isso mesmo que eu vou fazer. Não posso perder de ver você correndo igual uma gazela assustada. Espere apenas eu pegar um casaco.
     Logo em seguida entrei em casa, peguei meu casaco e avisei minha mãe que iria sair. Era uma turma de cinco pessoas: eu, Dave, Paul, Amanda e Mary. Eram mais ou menos umas dez da noite. Fomos para frente da casa de Lilian e ficamos parados na calçada apenas observando o interior do terreno. O muro era enorme, o portão também era alto, mas dava para pular se pisasse nas grades. Aquela casa me dava calafrios só de olhar, ficava há uns vinte metros de distancia do portão, era uma casa grande, feita de madeira, tinha dois andares, as janelas dos cômodos superiores estavam caídas e os vidros quebrados, não era diferente dos cômodos inferiores. Dona Lilian morava com sete gatos pretos, ela mal saia de casa, as vezes o pessoal brincava de futebol na rua e quando a bola caia no quintal dela era o fim do jogo, ninguém tinha coragem de bater palmas e pedir para que ela pegasse a bola pra gente, assim, no nosso grupo, ela ganhou o apelido de “Lilian, a Bruxa”. 

Postado por: DevZ 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Melany, cadê você? (Parte 1)

   Atenção:   O conto a seguir é uma história ficticia. Os personagens e os acontecimentos não passam de uma história inventada pelo autor. Esta história será dividia em 3 partes, espero que gostem

  Era por volta das 11hrs e 45min da noite. Meus pais haviam saído para uma festa com os amigos e eu, como sempre, havia ficado com a minha babá, Melany, uma garota muito bonita, por sinal. Dezoito anos, loira, olhos azuis. Se eu fosse mais velho, adoraria ganhar um beijo seu. Ela era minha babá há dois anos, nós sempre brincávamos e ela era sempre legal comigo. Uma vez ela me disse que cuidava de mim como se eu fosse seu filho, aquilo me deixou feliz, já que minha mãe não tinha tempo para mim. Ahh, Melany, como poderia ser tão linda? Nunca me esqueci de você. Definitivamente eu adoraria ter te beijado. É uma pena que um garoto de oito anos não tem uma mente tão “suja” quanto um rapaz de vinte, além do mais ela era dez anos mais velha que eu, ela gostava dos caras mais velhos, bonitões, que sabiam chegar em uma garota e conquistá-la. Jamais iria dar bola para um pivete como eu, alem disso ela me via como um filho, ou seja, seria impossível ela querer me beijar...

    
   Acordei assustado por causa de um estranho barulho que ouvi, já se fazia horas que meus pais haviam ido à festa e minha babá deveria está vendo televisão. Como toda boa criança, eu dormi cedo. Mas me pergunto hoje: Eu deveria mesmo ter dormido naquela noite?

    
   Estava um silêncio muito estranho, a TV estava desligada e eu não ouvia a voz de Melany, geralmente ela fica conversando com uma amiga pelo celular, já que, depois que durmo, não há mais nada a se fazer. Fiquei mais um tempo deitado na cama procurando encontrar e identificar um som. Foi um barulho estranho que me acordou, claro que não soube identificar o que era, mas ainda sim eu achava que ele deveria voltar a fazê-lo. Criei coragem (sinceramente não sei de onde surgiu essa coragem, já que sempre fui um garoto medroso) e levantei da cama. Sob a ponta dos pés, caminhei cuidadosamente até a porta de meu quarto e tentei ver alguma coisa através da fechadura. Eu tinha a mania de trancar a porta por dentro, não sei o porquê, mas na minha cabeça deveria se passar que eu estaria mais seguro assim. Depois que atingi uma idade mais madura eu ficava pensativo sobre isso, já que a maioria das crianças tem medo do escuro e dormem com a porta aberta e eu, apesar de ser medroso, me sentia bem no escuro. Fiquei uns minutos olhando pela fechadura tentando identificar alguma coisa, mas eu via apenas uma luz estranha que ficava piscando direto, não sabia o que era. Fiquei mais um tempo olhando pela fechadura tentando descobrir que luz era aquela. Cansado de esperar, cuidadosamente destranquei o quarto e abri a porta bem devagar:
   - Melany? Você está aí? – Sussurrei. – Melany? Responda...
Sem obter alguma resposta fui em busca de minha babá. Voltei para a cama, peguei meu edredom e envolvi-o em meu corpo e fui caminhando lentamente pela casa. Meu quarto ficava um corredor depois da sala, então fui caminhando lentamente, com medo, olhando para os lados. Por incrivel que pareça, estava com uma sensação de que estava sendo observado. Deveria ser só impressão. Deveria...

    
   Fui lentamente de encontro com a tal luz, não queria olhar, então me encostei na parede do corredor, ao lado de uma mesinha que continha um vaso com as flores da mamãe. Mil coisas se passaram na minha mente, uma delas foi: “Espero que não sejam ET’s. Odeio ET’s...”

Vamos, não riam, eu sei que foi um pensamento muito idiota, mas me dêem um desconto, eu tinha apenas oito anos, não poderia pensar que era outra coisa. Fiquei com muito medo de olhar, afinal de contas os ET’s poderiam me abduzir. E se fizeram isso com Melany? Oh meu Deus, Melany foi abduzida. O que farei agora?

      
   Meu coração acelerava cada vez mais rapido, mas eu teria que olhar mais cedo ou mais tarde. Então,fechei os olhos apertando-os, quase esmagando-os, coitadinho dos meus olhos, sofreram tanto naquele momento e tudo por causa do meu medo dos ET’s. Virei lentamente os olhos, a luz foi ficando cada vez mais forte. Comecei a temer e a ofegar, mas o susto foi tão grande quando abri os olhos que meu coração quase pulou pela boca quando consegui identificar a luz. Foi o momento mais assustador da minha vida...

                                                                     Continua...
                                                                
Postado por: DevZ   

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aparição: acredita?





Lembro-me apenas de estar deitada, algo fazia-me contorcer, minha mente estava lucida, mas meu corpo não respondia. Após  algum tempo parei de me contorcer e tudo que restava era um corpo paralisado, tentava mover-me mais não adiantava.

Barulhos soavam pela casa, como isso poderia acontecer, estava a sós em casa não tinha como haver passos muito menos gritos. Me concentrei  apenas em ouvir tudo que se passava pela casa, foi então que apareceu, algo sairá de dentro do espelho, no principio uma sombra que em um pequeno espaço de tempo criou feições masculinas, não sabia de quem era aquele rosto, era algo aterrorizante, sua feições aos poucos foram mudando ate q não sobrou mais nada a não ser restos de carnes em seu rosto.
O sentir aproximar-se mais nada poderia fazer, meu corpo não me respondia, o  vi abrir minha barriga lentamente, sentia a dor mais não podia gritar, o vi arrancar tripa a tripa e tudo que podia fazer era pensar que era apenas um sonho, daqueles que não consegue acordar. O vi retirar membro por membro até restar apenas minha cabeça, ele desfigurou meu rosto, queria tanto poder gritar, poder expressar alguma reação, mas tudo que fiz foi observar tudo de cima,  e terei de passar a eternidade aqui, esperando o dia em que não verei mais nada  ao avesso... 
                                                                                                  Anita Calabar

Lendas urbanas: O CANAVIAL

A historia a seguir e contada no interior de minas gerais...

Um causo muito estranho aconteceu numa cidadezinha, cuja fonte de renda era a cultura de cana de açúcar. Das grandes fazendas aos sítios, a única coisa que se via eram grandes roças de cana.


Numa dessas fazendas, que abrigavam colonos de toda parte do país, conta-se que um casal de nordestinos chegou e pediu emprego. Além do emprego, deram a eles um casebre, próximo a roça, para que morassem.


O casebre era bem isolado dos demais, pelo fato de ser um dos mais antigos. Os outros colonos achavam o novo casal muito estranho, quase não conversavam e não participavam da missa de domingo.


A mulher, que mais parecia um bicho, estava grávida, mas mesmo assim todas as madrugadas ela ia para a roça cortar cana. Num dia muito quente, desses que parece que até o chão ferve, um incidente muito triste ocorreu. O marido da "Bicho"- como era conhecida aquela estranha mulher - fora picado por uma cobra e faleceu em poucas horas.


"Bicho" ficou mais transtornada e mais estranha ainda. Até as crianças tinham medo dela. Ela continuo cortando cana até o nascimento do filho.


Quando o bebê nasceu, "Bicho" sumiu ... não cortava mais cana, não abria a porta do casebre para ninguém. As colônias diziam que ela estava de resguardo e como era muito orgulhosa, não aceitava ajuda de ninguém.


Coincidentemente, na mesma época do seu "sumiço", escutava-se todas as noites, um bebê chorando no canavial. Os bóias frias ficaram encucados com aquele choro e um dia resolveram procurar ... Eles andavam, andavam e nada de encontrar o bebê. Quando se aproximaram do casebre, notaram que o choro ficou mais forte, parecendo que vinha de baixo da terra. No dia seguinte voltaram e arrancaram o pé de cana. Para espanto de todos, encontraram o corpo de um bebê já em estado de decomposição. O dono da fazenda chamou a polícia e eles invadiram o casebre. Encontraram "Bicho" encolhida no canto do casebre como uma louca. O fogão de lenha estava manchado de sangue.


Descobriu-se depois que ela matou seu próprio filho, socando sua cabeça na beira do fogão e depois o enterrou no canavial.


A mulher foi levada para um sanatório e o bebê foi enterrado numa cova digna, no cemitério da fazenda, onde o padre rezou uma missa pedindo por sua alma.

Ninguem sabe o porque ela fez isso, mas ate hoje se prestar ateçao a noite ouvira o choro do bebê.


                                                                                Anita Calabar